Rede estadual garante mais uma vaga na final da OLP

O último estudante da rede estadual de ensino a conquistar a medalha prata e garantir vaga na grande final da Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP) é Gilberto Gonçalves Gomes Filho, do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Jalles Machado, de Goianésia. Ele foi classificado no dia 19/11, quando foram encerradas as oficinas de escrita realizadas pela OLP em São Paulo.

 

Gilberto venceu com o Artigo de Opinião intitulado ‘(Des) interiorização do ensino superior: redução de gastos ou ampliação da desigualdade?’. Ele teve a orientação da professora de Língua Portuguesa Patrícia Nara  da  Fonsêca Carvalho.

 

Embora seja estreante na OLP, o estudante coleciona medalhas em competições nacionais e internacionais de Língua Portuguesa, Matemática, Informática, Física, Astronomia e Astronáutica. “Sempre tive vontade de participar dessa olimpíada, até porque já tinha um histórico com as olimpíadas de Matemática, então queria expandir os horizontes”, disse o aluno.

 

Segundo Gilberto, o encontro de semifinalistas superou suas expectativas. “Ir para a final foi uma surpresa, pois sabia que estava concorrendo com alunos muito bons, de todos os cantos do Brasil, com realidades e culturas totalmente diferentes. O sentimento que fica é gratidão, tanto pela minha professora, Patrícia Nara, quanto por toda a olimpíada, que realiza um trabalho incrível, expandindo as dimensões da escrita!”, salientou.  

 

Orientação

 

Orientadora de Gilberto, Patrícia é graduada em Letras e professora há 23 anos. Ela trabalha com a OLP desde 2008 e já conquistou três medalhas de prata e uma de bronze na competição, com os gêneros Memórias Literárias e Artigo de Opinião. “A experiência com as oficinas trouxe ganhos significativos para minha prática em sala de aula, além de garantir aos estudantes um aprimoramento nas suas produções escritas”, afirmou.

 

Para a professora, a OLP é uma oportunidade “para que os estudantes possam dar voz ao lugar onde vivem e, por sua vez, opinião de forma crítica sobre os problemas inerentes à comunidade”. Ela acrescenta que a competição valoriza tanto o potencial do professor quanto do aluno, “premiando-os e reconhecendo-os pelo seu papel de transformação social através da ressignificação das práticas de escrita.”

 

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