História e dedicação marcam a nova fase do Instituto Gustav Ritter

História e dedicação marcam a nova fase do Instituto Gustav Ritter

Com a oferta do ensino profissionalizante, a instituição conquista jovens e adolescentes

Com mais de 30 anos de história, o Instituto de Educação em Artes Professor Gustav Ritter iniciou, neste ano, o Ensino Médio Técnico Profissional em Artes. Ao todo, foram oferecidas 60 vagas para curso de ampla formação nas áreas de música, dança e teatro.

Isadora de Oliveira, 15 anos, estudante do ensino médio, afirma que sempre teve o sonho de se profissionalizar na música. Desde 2018, Isadora estuda teclado no Instituto Gustav Ritter e vê no ensino técnico uma nova oportunidade. A aluna destaca que o itinerário pode contribuir para o ingresso em uma universidade.

O apego a instituição de ensino é reflexo do trabalho desenvolvido na instituição. O aluno de música, Jean Vitor Santos, 15 anos, começou a estudar no Gustav Ritter, em 2018, na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC). Neste ano, o estudante está cursando o ensino médio na unidade escolar. “Estou achando muito bom, os professores são qualificados”, declara Jean.

Segundo o diretor da unidade escolar, Edmar Carneiro, a oferta do ensino médio técnico, alinhado com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é a oportunidade de potencializar o talento dos estudantes nas áreas que já são referência na instituição. “Estou muito feliz com a receptividade da sociedade com o que a escola faz de melhor há mais de 30 anos”, comemora Carneiro. Neste ano, a instituição teve 4290 pessoas inscritas nos testes de aptidão e nível.

Patrimônio goiano

Inaugurado em 16 de novembro de 1988, na antiga Casa dos Padres Redentoristas, e conhecido anteriormente como Centro Cultural Gustav Ritter, o Instituto tinha como objetivo ser um núcleo de formação da Orquestra Filarmônica e do Coral do Estado de Goiás, sob a regência do Maestro Joaquim Thomaz Jayme.

Em 1988, também foi fundada a Escola de Teatro no Centro Cultural Martim Cererê, que posteriormente seria transferida para o Instituto.  Um ano após a fundação, a dança chega à lista de cursos ofertados pelo Gustav Ritter para a comunidade através da participação da professora de dança Jandernaide Rezende Lemos. Atualmente a unidade escolar possui 1.855 alunos matriculados nos núcleos de música, dança e teatro.

O núcleo de dança é composto por aulas de aulas de balé clássico, balé contemporâneo, jazz e danças urbanas. Já na música são ofertadas aulas de história da música, teoria, percepção musical e introdução aos seguintes instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo acústico, contrabaixo elétrico, guitarra, violão erudito, violão popular, canto erudito, canto popular, piano, teclado, bateria, flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trombone, tuba, euphonium, flauta doce e o curso de cravo e espineta.

O nome da instituição é uma homenagem ao professor, arquiteto e artista plástico alemão, Henning Gustav Ritter. Ele foi um dos fundadores da atual Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG). Henning impulsionou o movimento artístico em Goiás.

Projetos

A unidade escolar desenvolve projetos com temas relacionados com a sociedade, entre eles está o espetáculo Bullying: Aconteceu Comigo, que integra o repertório da Cia de Teatro Gustav Ritter desde 2001.  No ano passado, a apresentação participou do Festival Estudantil de Teatro de Curitiba e foi indicado para a premiação do evento nas categorias de melhor direção, melhor ator e melhor atriz.

Outro destaque da instituição é o Arte Viva, que já está em sua 12ª edição. Durante um dia inteiro, das 8h até às 21h, coordenadores, professores e alunos da unidade de ensino realizam 100 apresentações artístico- cultural que envolvem a música, dança e o teatro. O evento é aberto para toda a comunidade.

Marcley Rodrigues de Matos

Marcley Rodrigues de Matos

Deixe uma resposta