Alunos conhecem produção de cachaça artesanal em Itapuranga

Alunos conhecem produção de cachaça artesanal em Itapuranga

A EDUCA-AÇÃO rompe com os muros da escola e nos insere na vida da comunidade, integrando saberes e fazeres da nossa gente tão criativa.

 

 

Na manhã de sábado (02/10), os alunos da Educação Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual José Pereira de Faria, de Itapuranga, realizaram uma aula campo no alambique do aluno José Humberto, sob a Coordenação Regional de Educação (CRE) Itapuranga, juntamente com a professora Juliana Rodrigues e o coordenador pedagógico Claudinei Leibntz Cardoso da Silva. O objetivo foi conhecer o processo de produção da cachaça artesanal e agregar conhecimentos da Química, Física, biologia e História. Foi uma manhã recheada de cores, aromas, sabores e saberes do nosso povo.

 

 Etapas do projeto

O projeto seguiu a seguinte sequência didática

 

1. Problematização inicial

Nesta etapa foi realizada a arguição dos alunos para levantamento dos conhecimentos prévios relativos a temática

 

2. Organização do conhecimento

Nesta etapa a professora de química iniciou a conceituação dos temas apresentados da problematização, interligando os conhecimentos do senso comum à ciência. Também foi explorado os conteúdos e atividades do livro didático.

 

A discussão ocorreu de forma interdisciplinar, abordando desde a história do ciclo da cana no Brasil Colônia e sua importância econômica, passando pelos conhecimentos da biologia, relacionadas as características da planta, os conhecimentos da física e da química, relacionados aos métodos de processamento, como prensagem, fermentação, evaporação, condensação e técnicas de separação de misturas, com ênfase na destilação simples.

 

3. Visita e coleta de dados

Esta etapa foi realizada por um grupo de 5 alunos e consistiu numa visita in loco na unidade de produção da cachaça artesanal, com vistas a conhecer todas as etapas de produção. Os alunos foram orientados para realizarem registros fotográficos e filmagens curtas, além de anotações dos processos e características de cada etapa do processo produtivo.

 

4. Apresentação dos dados

Os dados coletados foram organizados pelos alunos, que fizeram a seleção
e construção da sequência de fotos e vídeos. Os estudantes realizaram a
apresentação dos registros para o toda a turma da 1ª série, bem como a explicação e integração dos processos que tiveram conhecimento na aula-campo.

Além disso, eles levaram fizeram uma exposição de parte do processo produtivo,
levando a matéria prima (cana de açúcar), garapa, mosto, fermento e os produtos
derivados: etanol, cachaça e rapadura.

Durante a apresentação, os próprios alunos foram os protagonistas do processo de ensino aprendizagem, o que possibilitou uma integração dos saberes e proporcionou um despertar para o poder investigativo que a ciência pode proporcionar aos nossos jovens e adultos – sempre estudantes.

 “Projetos como esse, que aproximam a Escola da Comunidade, têm como fundamentação uma concepção epistemológica que sabe valorizar e articular os saberes nascidos da experiência, da vida concreta em si, com aqueles conhecimentos acumulados que a instituição escolar tem como missão socializar com os seus alunos.

Ao abrir-se para o campo aonde tais experiências acontecem, a Escola mobiliza, promove e valoriza seus estudantes (que vem a ela encharcados de conhecimentos do cotidiano de suas vidas) e, ao acolhê-los, estabelece uma relação pedagógica que propõe a interação e o diálogo desses saberes, qualificando-os.

Com este processo, ganham os estudante, qualifica-se a escola, fortalece-se a educação pública. A Escola passa a ser vista como uma espaço de magia e de criação, criando sentidos para os que assumem a missão educativa no seu cotidiano”.

 

Silvio Antônio Bedin – Coordenador do Projeto de Alternativas à Violência (PAV) em Itapuranga, Goiás

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