Curso preparatório realizado em Colégio Estadual de Goiânia aprova 40 alunos no processo seletivo IFG

No ano passado, em média, 60 alunos participaram dos “aulões” oferecidos na unidade escolar

O Programa de Intensificação de Ações Afirmativas (PIAA), do Colégio Estadual Severiano de Araújo, aprovou, neste ano, 40 alunos da rede estadual de ensino no processo seletivo do Instituto Federal de Goiás (IFG). O centro de formação é referência no Estado e oferece, gratuitamente, cursos de educação básica, profissional e superior.

 

Mas nem todos os aprovados após participação no PIAA são alunos da unidade escolar, localizada na Vila Mutirão II. Este é o caso de Marília Santana, 15 anos, que é estudante do 9° ano do Colégio Estadual Vitor José Araújo. Ela explica que começou a participar do projeto com outros colegas de classe após convite dos professores da instituição em que está matriculada.

 

“O programa é muito bom!  Eu gostei. Uma professora do Severiano de Araújo disse que iriamos passar no processo seletivo e isso realmente aconteceu”, comemora Marília. Ela foi aprovada nos cursos de Eletrotécnica e Controle Ambiental, nos Campus de Trindade e Goiânia, respectivamente. A aluna admite que irá optar pelo curso de Controle Ambiental devido à proximidade do polo.

 

Criado em 2017, a ideia do PIAA era fornecer, na unidade escolar, orientações básicas sobre o processo seletivo do Instituto para os alunos da rede estadual de ensino. “No ano passado, decidimos realizar ‘aulões’ e orientações específicas para as provas do IFG”, relata o gestor do Colégio Estadual Severiano de Araújo, Professor Maxiley Antônio Vieira.

 

Neste novo formato, com aulas intensivas, realizadas aos sábados no turno vespertino, o programa apresentou bons resultados. O número de aprovados aumentou de três para 40 alunos. “O sentimento de gratidão não tem dinheiro que pague. Um aprovado já me deixaria extremamente feliz”, admite o gestor.

 

Com o corpo docente formado somente por profissionais voluntários, a expectativa para este ano letivo é aumentar a quantidade de participantes no projeto. “Os professores da casa se revezam, mas só eles não conseguem atender a demanda. Então sempre convidamos outros colegas para participar conosco”, explica o professor.

 

Os educadores que integram o projeto recebem o certificado de voluntário da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), destaca Maxiley. Para isso, é necessário que o profissional seja qualificado pela instituição.

 

Segundo Marília, foi graças ao trabalho realizado pelos professores que foi possível realizar este sonho. “É bom ver alguém se esforçando por você, sem receber nada em troca, era um trabalho voluntário”, elogia a aluna.

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