Colégio Estadual Dom Abel, em Heitoraí, promove reflexões sobre o preconceito racial

Colégio Estadual Dom Abel, em Heitoraí, promove reflexões sobre o preconceito racial

Tema tornou-se pauta das produções textuais dos estudantes da 3ª série do Ensino Médio

Sob a orientação da professora Cristiane de Oliveira Rezende, os estudantes da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Dom Abel, em Heitoraí, produziram uma série de textos a partir do tema “Vidas Negras Importam? ou Vidas Negras Importam!”.

A atividade faz parte do componente curricular de Produção Textual e buscou desafiar os jovens a participarem do debate sobre o preconceito racial, principal pauta hoje na sociedade norte-americana e brasileira.

De acordo com a professora Cristiane Rezende, os debates em torno do assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, a levaram a propor o debate sobre o racismo. “Nas minhas aulas, eu gosto de estimular discussões sobre o que têm a ver com a vida dos meus alunos. Como eu tenho acesso às redes sociais deles, eu vi que muitos estavam expressando suas opiniões e pensei: por que não trazer para a sala de aula essa discussão e dar voz a eles?”.

A proposta da professora foi que cada estudante produzisse um texto, escolhendo gêneros como poema, artigo de opinião ou dissertação argumentativa. Como base, Cristiane disponibilizou para leitura o artigo do advogado Carlos Fernando Lima dos Santos, intitulado “Vidas Negras Importam”. A partir desse texto, os alunos deveriam promover reflexões sobre o preconceito contra a população negra e minorias.

“Exatamente Igual. Até Quando?”
Entre poemas, dissertações e artigos, uma das produções textuais chamou a atenção da professora. Com o título “Exatamente Igual. Até Quando?”, o artigo de opinião da estudante Ketllin Raiany Fernandes Henrique abordou as desigualdades sofridas pelos negros.

Em um dos trechos, a aluna questiona: “Quantas vidas negras ainda vão morrer para as pessoas tomarem consciência de que a cor de pele não define caráter?”. A partir daí, Ketllin Raiany narra uma série de comportamentos e ações sociais que reforçam o racismo contra negros como, por exemplo, o uso do lápis de cor rosa pálido para indicar as crianças a cor de pele.

Para a professora Cristiane Rezende, são trabalhos como esse que permitem que os estudantes assumam o protagonismo do seu aprendizado. “Ler textos como o da Ketllin é gratificante! Ver eles crescendo, ganhando autonomia, saberem do que falam e terem opinião própria é vantajoso. É dar voz a um adolescente.”, ressalta a professora.

Maria Jose

Maria Jose

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